quinta-feira, 19 de março de 2009

Tone of Silence

" As pessoas podem esquecer o que você disse
As pessoas podem esquecer o que você fez
Mas elas nunca esquecerão
Como você as fez sentir "

Autor desconhecido

É verdade... Ainda que as palavras se percam no tempo
E ainda que as atitudes se apaguem das lembranças

O sentimento fica... Não necessariamente como amor, paixão ou ódio. Mas como um sabor...

...Como uma pequena melodia... Como uma tecla de piano.
Onde depois de tanto tocá-la e tocá-la, sabemos dela, mesmo no mais puro silêncio...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Apenas Um Importante Aviso

Ei, se vai andar comigo, acho melhor tomar cuidado...


Sim, tome bastante cuidado comigo! E para que você não reclame que não sabia, já vou logo te explicando:

Se você andar comigo, irei respeitar você e vou estar atento ao que você diz.
Prestarei atenção nas suas idéias e no que você pensa sobre a vida, sobre a morte...
Ouvirei seus planos e se deixar, eu acabe dizendo o que penso também.

Com o tempo, passarei a entrar em contato com você com mais frequência, e a mim agradará saber se você está bem.
Como vai sua família - perguntarei. Vou querer saber, cada vez mais sobre você, de forma a poder estar contigo quendo você precisar.
Isso só pra quebrar sua cara quando você achar que não tem ninguém ao seu lado.

Depois de ter a oportunidade de ver você enfrentar os maiores problemas, continuarei ao seu lado.
Serei testemunha dos seus altos e baixos, e sempre que necessário vou te dar conselhos, onde alguns não vão te agradar, claro...
Vou enxugar todas as lágrimas que você ousar derramar nos meus ombros.
Sim, aquelas que correm na camiseta velha, em uma tarde comum de inverno, ou mesmo as que correm nas roupas de festas chiques...

Então, quando você menos perceber, já farei parte de você. Pois é, é aí que você perceberá que iniciou um caminho sem volta.
E então jogarei na sua caras as verdades que você não gostaria de ouvir e que ninguém teria coragem de te contar.
E quando eu sumir, você sentirá minha falta.
E você achará meu abraço confortante.


Cuidado.

Pois meu coração é quente e não vai esfriar.

Se o teu for de gelo

Problema seu.



terça-feira, 1 de julho de 2008

Isso Passa...

Desespero
Quando ele destruiu seus sonhos, sorrateiramente, como o silêncio da noite, você chorou.
Você chorou a noite toda, como uma criança quando se perde dos pais em meio a multidão. E não conseguia enxergar de onde veio esse golpe tão forte.
Com palavras perdidas aos prantos, tentavas dizer mil coisas, e uma saga passava pela sua cabeça - esta que pareceu ter sido decaptada, de tão desconexa da realidade atual...

Vingança
Depois de alguns meses, você diz que está tudo ótimo e não podia estar melhor...
As pessoas ingênuas acreditam, outras fingem que acreditam. A dor se transformou em ódio, e vinagança é a primeira palavra que você mentaliza ao acordar. Mas você não é assim...

Arrependimento
Agora você chora - por dentro. Volta tudo o que aconteceu, tentando mudar quem você é, tentando transformar seu caráter, por conta de uma vingança idiota...

Mas isso vai passar... E, em alguns meses tudo isso será abstraído...
Quem apunhala por trás sem avisar que está em batalha é porque não é tao forte a ponto de encarar de frente.

Ou seja, não se preocupe...
...Você é mais forte.

a-ha - Solace


- A-Ha Lyrics

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

De Fato, Olfato

Quem de nós, que venha a ter um mínimo de sensibilidade olfativa, nunca sentiu o famoso cheiro de café?
Ah, seu odor, desde seus grãos moídos e torrados até o final de seu preparo é algo 'unique', apreciado por seus degustadores. Em algumas ocasiões até para quem não se agrada de seu sabor, como eu. Pois é, não gosto de café,apesar de apreciar seu aroma.Provavelmente isso se deve ao fato de sua presença de manter desde minha infância, na hora do (perceba sua imponência) café da manhã e dos lanches à tarde. Alguns anos mais tarde, tive o dissabor de prová-lo... Mas isso não tirou aquela marca que ficou guardada em momentos específicos. Hoje o cheirinho de café até abre o apetite...! Mas sem degustá-lo, claro...

Não, não vim dizer de paradoxos mentais e crises de identidade que tenho como café! O que merece destaque é a marca que o cheiro pode trazer para nós,das formas mais diferentes possíveis, podendo até criar uma linha do tempo,como percebi há alguns dias, levando-me a mergulhar nesse mundo de cheiros e histórias.

Lembro-me de meu avô quando sinto o cheiro de seu perfume; este era usado desde minha infância, quando era mais comum algumas pessoas fazerem fogueiras na rua, queimando folhas secas e algumas vezes papel, eu acho... Bom, pelo menos era esse o cheiro que eu sentia nos fins de tarde, onde ele morava, há muitos anos...
Já outro perfume faz-me recordar, com riqueza de detalhes, uma específica viagem que realizei. Incrível como toda vez que o percebo,lembro de situações que, por muitas vezes, as fotos não me fazem recordar.
Cheiro de grama já me remete a férias. De condicionadores, a meninas,cada qual com o seu. E para quem era do tempo do mimeógrafo? Papel com cheiro de álcool!
Mas engraçado que todas essas lembranças foram 'reativadas' por um perfume que havia me causado um incômodo, uma tristeza repentina e inexplicável a princípio... Mais tarde lembrei que o mesmo remetia a um momento ruim que passei, onde ele se fazia presente. Bom, o perfume não era tão horrível, mas agora passou a ser um tanto quanto insuportável.

Essa, é apenas parte da minha linha do tempo (ou mapa de fatos) dentre as incontáveis outras existentes que podem ser narradas pelos cheiros marcantes. É criada em nossa mente algo único, como uma impressão digital, onde ninguém poderá registrar ou reproduzir da forma que você o fez.
O avô que não está mais, a viagem que já aconteceu, as histórias e infância que não voltam...

Infelizmente não tenho um catálogo desses aromas mais marcantes guardado comigo.Talvez fosse interessante criar um, mesmo sem tê-los disponíveis. Quem sabe em breve algum deles passe por mim e eu descubra seus nomes...
E você, lembra de algum cheiro?
Nostálgico?

Pois é...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

[off] Justificativa Insuficiente

Hoje percebi que a ausência de postagem estava ficando crítica, resultando em uma postagem sobre a não-postagem...

Não é por falta de imaginação (acredite, tenho uma imaginação extremamente fértil) que nada novo é colocado aqui. Na verdade, tenho escrito sobre vários assuntos, deixando uma frase ou uma palavra-chave para poder continuar os mesmos...

O 'probleminha' é que... Acabo rasgando todos, todos os textos que escrevo (sim, escrevo os textos no papel), e quando não os rasgo é porque estão em arquivo virtual, o que é mais fácil ainda deletar. As poucas postagens daqui quase foram deletadas; não as deletei por ter encontrado comentários nas mesmas quando voltei ao sistema...


Lembro-me de uma carta que começei em 2003 e nunca a terminei. De lá pra cá, percebi que não conseguia terminar carta alguma, todas sofriam queima de arquivo...! Até hoje isso segue, e o tragicômico é que, por exemplo, a carta de 2003 devia ter sido mandada em 2003... Hoje ela não há de impactar como haveria...

Enfim, já está justificado. E agora está documentado, para que eu possa lembrar disso e, o quanto antes, resolver esse problema.


Quantas coisas mais talvez eu tenha esse 'impasse' e que sem ele, mudaria drasticamente meu horizonte, e a meu favor...



p.s.: há uma 'explicação'; sobre o comentário que arriscou "um julgamento". Tenho tudo escrito e em breve pretendo colocá-lo aqui (isso se eu não rasgar o papel até lá!).

sábado, 5 de janeiro de 2008

A corrida

Estava eu neste mesmo local, num domingo cinzento e um tanto quanto ‘preguiçoso’, sentado em frente ao computador, reclamando da péssima conexão que estava a internet... Até que o celular de fulano toca; um convite, para fazer uma corridinha...
Incrivelmente me animei pra ir e confirmei presença. Sabia que algo absurdo (para as minhas condições) me esperava, mas topei a parada.

Chegando lá, uns preferiram a caminhada. Escolhi correr. Tá, escolhi tentar correr.
Aquece, respira fundo, prepara a mente... Pois o corpo sabe que não está. E vamos nós...!
Comecei a correr. O início é fácil, na verdade chega a ser ridículo e incentivador; você está com força para correr como o vento. Só que corrida não se qualificava como 400 metros rasos... A verdade é que eu nem sabia qual a distância que teria que percorrer, só sabia que seria algo que faria meu recente sedentarismo reclamar bastante. E reclamou.

Em alguns poucocentos metros percorridos, comecei a perder o fôlego. Já respirava fundo e o cansaço me arrebatou. Parei de correr, comecei a andar rápido. Com certeza não era nem ¼ do que eu teria que percorrer para dar uma volta. O mais lógico então seria voltar. E foi exatamente isso que não fiz. Não ia parar ali, seria hastear a bandeira do sedentarismo.
Os outros já sumiam de minha vista enquanto eu continuava a tentar correr. Era correr e andar, correr e andar, até não agüentar mais. E foi assim por um bom tempo. E foi assim o tempo todo. A meta que era correr tinha se perdido, então que seja agora não parar.

Não sei quantas vezes essa seqüência foi repetida e quantas vezes senti como se estivesse com 5 quilos a mais nas pernas quando tentava voltar a correr. Mas quando eu consegui chegar, e com uma agradável pequena margem de diferença dos ‘acostumados’, a animação foi maior que o peso e o cansaço.
Não foi a sensação de ganhar uma medalha, nem de vencer alguém. Ao menos fora a sensação de vencer a si mesmo, pois já fui anos-luz mais preparado que estou. Mas foi animador superar o sedentarismo... E vencer os ~7Km que me esperavam.

Ao final, lembrei de quando, não só uma pessoa me disse que é bom estar comigo, pois faço a vida intensa, seja o momento bom ou ruim...
Provavelmente a ausência disso me fez sedentário... Perda de essência...
Então essa historinha toda me fez lembrar de coisas que deixei irem embora, sendo elas importantes pra mim.
Acho que já fiquei tempo demais sem elas...

É... A hora de voltar a correr chegou.